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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Vendetta Corsa Impressões: Mauricio Castro

"Um corte no âmago e nas vaidades"

A inserção no universo multifacetado de Vendetta Corsa leva o espectador ao centro de um turbilhão emotivo e lhe revela a vicissitude humana acerca de um tema primitivo: a Violência.

Contudo, a forma com que esse assunto irá se revelar foge completamente do convencional e das fórmulas óbvias. Através da ótica ácida e idiossincrática de Julio Conte, diretor de Vendetta, percorremos o caminho tortuoso dos casos passionais.

O elenco, afinadíssimo, leva essa metáfora de paixão ao nível claustrofóbico e desconcertante, o tirando de sua zona de conforto e aniquilando sua indiferença. Afinal, seus desejos de vingança, ódio e rancor, estão traduzidos nesses jovens com vestes brancas e marcas de sangue nas mãos.

A estética da violência, em sua leitura mais visceral, é reinterpretada e ganha novas nuances nas mãos do grupo (formado na)* Cômica Cultural.

Pulsante, deixará ao público um corte no âmago e nas vaidades.





Escritor








*grifo nosso

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Vendetta Corsa Impressões: Renata Steffens



Fazer a Vendetta Corsa foi uma experiência totalmente diferente das que eu já havia tido como atriz, por vários motivos, como: o processo criativo, o formato da peça onde os atores estão sempre em cena e a abordagem dramática do tema. Foi como sair da minha zona de conforto. E era justamente isso que eu queria, me experimentar em coisas novas. É incrível como minhas emoções vem à flor da pele durante a peça. A trilha sonora que o Júlio criou ajuda bastante a despertar em mim a energia necessária para começar cada nova cena. Tem um momento bem especial para mim onde a música entra e logo eu tenho que falar da morte do meu filho. O que aquela música gera em mim é algo sem palavras, mesmo. Aquilo mexe comigo, a emoção vai subindo, subindo e quando eu vou falar eu me sinto imbuída por um sentimento que me faz desabar, parece que aquilo não cabe dentro de mim e transborda, me lavando em lágrimas, como uma mãe de fato no lugar talvez fizesse. Eu me sinto plena em cena ali. Apesar de triste, a cena é muito bonita. E a peça toda vai se desenhando assim. São representações das relações humanas, dos ímpetos mais primitivos do ser humano que aqui não são repreendidos, mas sim, cometidos, pode-se dizer. Dessa forma, a saga da faca corsa vai se desenrolando e os crimes vão acontecendo sob a narrativa do delegado Pimentel.

A peça exige uma tensão constante e é muito dinâmica. Os atores dependem muito uns dos outros em todas as cenas. A gente precisa de bastante concentração para ouvir os colegas e entrar no jogo na hora certa. Uma coisa que quem assistiu comentou, é que parece que os atores estão na mesma frequência, que não se nota alguém que destoa no grupo. E isso a gente sente em cena também, todos se entregam e entram no baile pra fazer a coisa valendo. A entrega é tamanha que ao final da peça o elenco fica esgotado. É como se toda a energia que eu tivesse fosse gasta ali, naqueles 45min de ação. E acho que deve ser assim mesmo.
Porque gente deve essa entrega máxima a quem saiu de casa para ir nos assistir. É como se fosse um sinal de respeito com o nosso público.

Enfim, Vendetta Corsa é uma peça que traz a beleza das relações humanas, em meio a fragilidade da vida, a revolta e ao ressentimento alheios. É uma peça que fala de morte, mas que tem muita sensibilidade envolvida, também fala de amor, de amizade. E a vida é assim, tem doce e o amargo.

Assim como a morte, que cada um lida e interpreta de uma forma, a peça é entendida por cada expectador de uma maneira. Essas são as minhas impressões, e as tuas? Venham nos assistir no Porto Verão Alegre, de 3 a 5 de fevereiro, no Teatro Bruno Kiefer, da Casa de Cultura Mário Quintana, sempre às 21h! Vai ser um prazer estar com vocês!

Renata Steffens - atriz da peça

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Vendetta Corsa Impressões: Leo Bello

Poesia em meio ao sangue





Fazer a Vendetta Corsa é uma experiência muito emocionante. Trata de interiorizar e exteriorizar os sentimentos mais primitivos em uma peça que, na minha concepção, vem trazer poesia em meio a brutalidade em um paralelo com a realidade em que vivemos.

Todos os dias somos bombardeados com notícias de mortes, assassinatos, guerras e crimes, onde mostra-se o pior lado da humanidade e, em contraponto, temos em nossas vidas a arte, os sentimentos bons, amor, família, amigos.

Em Vendetta Corsa vejo exatamente isso, trazemos em meio a cenas de brutalidade e violência a poesia que se tem na vida. São abordados assuntos como amor, família, sexo, tristeza, felicidade, etc, de forma poética e bonita através dos sentimentos dos personagens que interpretamos.

Em meio a um cenário teatral tão rico em comédias, como é o gaúcho, trazemos este thriller dramático como uma nova opção ao público portoalegrense.

A intenção é mexer com o público, em seu estômago e coração, mas não deixá-lo ir embora sem antes lavar a sua alma em cena.

Te esperamos lá na nova temporada de “Vendetta Corsa – Porque a minha ferida é mortal” no Porto Verão Alegre 2012.


Leo Bello – ator da peça

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03/02, 04/02 e 05/02 - sexta, sábado e domingo
Teatro Bruno Kiefer - Casa de Cultura Mário Quintana - Rua dos Andradas, 736, Centro
21h