terça-feira, 27 de março de 2012

HOJE: ÚLTIMA APRESENTAÇÃO - NÃO PERCA!






VENDETTA CORSA-PORQUE A MINHA FERIDA É MORTAL (3ª temporada)
De Julio Conte
Temporada dias:
20 e 27 de Março (terças-feiras)
Horário: 20h
Local:
Sala Álvaro Moreyra do Centro de Cultura Lupicínio Rodrigues (Avenida Érico Veríssimo, 307)
ENTRADA FRANCA

Arte gráfica:
Romano Chacon




terça-feira, 20 de março de 2012

HOJE: PENÚLTIMA APRESENTAÇÃO - NÃO PERCA!








VENDETTA CORSA-PORQUE A MINHA FERIDA É MORTAL (3ª temporada)
De Julio Conte
Temporada dias:
20 e 27 de Março (terças-feiras)
Horário: 20h
Local:
Sala Álvaro Moreyra do Centro de Cultura Lupicínio Rodrigues (Avenida Érico Veríssimo, 307)
ENTRADA FRANCA

Arte gráfica:
Romano Chacon



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terça-feira, 13 de março de 2012

HOJE: VENHA SE SUJAR DE SANGUE CONOSCO

Vendetta Corsa em cartaz hoje pelo projeto Teatro Aberto da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre


Se você passar hoje em frente ao Centro de Cultura Lupicínio Rodrigues ele estará assim, manchado de sangue da Vendetta.

Mas se entrar lá hoje, na sala Álvaro Moreyra, você é quem sairá manchado de sangue.

Vem se sujar, vem...





VENDETTA CORSA-PORQUE A MINHA FERIDA É MORTAL de Julio Conte
Temporada dias: 06, 13, 20 e 27 de Março (terças-feiras)
Horário: 20h
Local: Sala Álvaro Moreyra do Centro de Cultura Lupicínio Rodrigues (Avenida Érico Veríssimo, 307)
ENTRADA FRANCA


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terça-feira, 6 de março de 2012

ESTRÉIA HOJE A TERCEIRA TEMPORADA DE VENDETTA CORSA

COM DIVULGAÇÃO DE ZERO HORA ESTRÉIA HOJE A TERCEIRA TEMPORADA DE VENDETTA CORSA












VENDETTA CORSA-PORQUE A MINHA FERIDA É MORTAL
Temporada dias:
06, 13, 20 e 27 de Março (terças-feiras)
Horário: 20h
Local: Sala Álvaro Moreyra do Centro de Cultura Lupicínio Rodrigues (Avenida Érico Veríssimo, 307)
ENTRADA FRANCA




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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

VENDETTA CORSA TERÁ TEMPORADA COM ENTRADA FRANCA EM MARÇO/2012

VENDETTA CORSA TERÁ TEMPORADA COM ENTRADA FRANCA - MARÇO/2012




Fomos contemplados no Edital de Ocupação da Coordenação De Artes Cênicas da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre.


VENDETTA CORSA-PORQUE A MINHA FERIDA É MORTAL
Temporada dias:
06, 13, 20 e 27 de Março (terças-feiras)
Horário: 20h
Local: Sala Álvaro Moreyra do Centro de Cultura Lupicínio Rodrigues (Avenida Érico Veríssimo, 307)
ENTRADA FRANCA


Foto: Emilio Speck

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Muito obrigado!

Agradecimentos


Muito obrigado à todos que estiveram presentes em nossa mais recente temporada.



Obrigado ao Porto Verão Alegre pelo convite, à Cômica Cultural pelo apoio usual, à toda equipe técnica, à apoiadora Box Multiresultados que fez nosso material gráfico, ao Emilio Speck que fotografou nossa temporada, ao Romano Chacon que produziu a arte de nossos banners e à todos que apoiam a cultura em Porto Alegre.



Em breve estaremos de volta com mais facadas.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Vendetta Corsa nos Principais Jornais da Cidade - ESTRÉIA HOJE NO PVA 2012

VENDETTA CORSA ESTRÉIA HOJE NO PVA 2012





Dias 3, 4 e 5 de fevereiro. 21h. Teatro Bruno Kiefer da Casa de Cultura Mário Quintana.
Porto Verão Alegre  2012.
Uma peça de Uma peça de Julio Conte
Assistente de direção: Alessandro Peres
Elenco: 
 Gabriela Boesel
 Guilherme Barcelos
 Gustavo Saul
 Ísis Teixeira
 Larissa Hoffmeister
 Leo Bello;
 Renata Steffens;




sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Vendetta Corsa no PVA 2012

VENDETTA CORSA - Porque a minha ferida é mortal 
no Porto Verão Alegre 2012

Clique para ampliar


Dias 3, 4 e 5 de fevereiro. 21h. Teatro Bruno Kiefer. Porto Verão Alegre  2012.
Uma peça de Uma peça de Julio Conte
Assistente de direção: Alessandro Peres
Elenco: 
 Gabriela Boesel
 Guilherme Barcelos
 Gustavo Saul
 Ísis Teixeira
 Larissa Hoffmeister
 Leo Bello;
 Renata Steffens;

Informações sobre ingressos na página  do Porto Verão Alegre

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Vendetta Corsa Impressões: Mauricio Castro

"Um corte no âmago e nas vaidades"

A inserção no universo multifacetado de Vendetta Corsa leva o espectador ao centro de um turbilhão emotivo e lhe revela a vicissitude humana acerca de um tema primitivo: a Violência.

Contudo, a forma com que esse assunto irá se revelar foge completamente do convencional e das fórmulas óbvias. Através da ótica ácida e idiossincrática de Julio Conte, diretor de Vendetta, percorremos o caminho tortuoso dos casos passionais.

O elenco, afinadíssimo, leva essa metáfora de paixão ao nível claustrofóbico e desconcertante, o tirando de sua zona de conforto e aniquilando sua indiferença. Afinal, seus desejos de vingança, ódio e rancor, estão traduzidos nesses jovens com vestes brancas e marcas de sangue nas mãos.

A estética da violência, em sua leitura mais visceral, é reinterpretada e ganha novas nuances nas mãos do grupo (formado na)* Cômica Cultural.

Pulsante, deixará ao público um corte no âmago e nas vaidades.





Escritor








*grifo nosso

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Crítica: Antônio Hohlfeldt

Inquisição sobre a violência contemporânea


Fonte: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=84499

A temporada teatral de Porto Alegre tem sido bastante diferenciada neste ano. No apagar das luzes, fomos presenteados pelo belíssimo e inesquecível Théâtre du Soleil; agora, assistimos a mais um Porto Verão Alegre. Mas antes do Natal tivemos ainda uma última surpresa: o dramaturgo e diretor Júlio Conte estreou e fez uma pequena temporada de seu novo texto, Vendetta Corsa, Porque a minha ferida é mortal, com um grupo de jovens atores, na Sala Carlos Carvalho da Casa de Cultura Mario Quintana.

Final de ano, imaginamos uma plateia escassa, mas que nada: o público praticamente lotava a sala, o que é muito bom para o ritmo do trabalho, sobretudo no caso de jovens intérpretes.

Júlio Conte parte certamente, de sua experiência de psicanalista para a constituição deste novo texto. Com ele, o dramaturgo dá seguimento às pesquisas que vem realizando em torno da violência na sociedade contemporânea. Neste caso, ele monta um espetáculo de pouco menos de uma hora de duração, com histórias paralelas e fragmentadas, cujos segmentos são apresentados alternada e sucessivamente, cabendo ao público acompanhar a cena para completar os enredos e entender seus desenvolvimentos. De modo geral, são histórias de paixões - com o que Conte volta àquela matéria-prima que desde os gregos tem animado a arte: as desmedidas e desequilíbrios dos seres humanos em situações limites.

O espetáculo é bastante simples em sua cenografia, com alguns baldes distribuídos no espaço cênico. A reiterada menção à água evidencia que o trabalho é pensado enquanto uma espécie de purgação, segundo a lição antiga de Aristóteles. Os figurinos também são simples: camisetas brancas, manchadas de vermelho-sangue, com os atores caracterizados pela marca de Caim em suas mãos. Cada um cometeu algum crime e as revelações em torno do contexto de cada situação constituem o espetáculo propriamente dito, desenvolvido em flash backs.  

O elenco é jovem, como se disse, e isso logo aparece, na medida em que eles, querendo enfatizar a dramaticidade das situações, gritam, ao invés de trabalharem as entonações. Contudo, com o desenvolvimento do trabalho, a naturalidade vai sendo alcançada e o espetáculo se encerra num bom nível, com rendimento equilibrado e, sobretudo, uma consciência de trabalho coletivista, que é muito importante.

É importante o trabalho que Conte vem desenvolvendo com esses jovens intérpretes, revelando artistas e vocações e, ao mesmo tempo, aprofundando a discussão em torno de temas que o interessam diretamente. É provável que, a exemplo dos espetáculos anteriores a que já assistimos, o diretor e dramaturgo retorne à cena ao longo da próxima temporada, ou mesmo agora, durante o período de verão, permitindo amadurecimento de seu conjunto.

A morte - sob o aspecto do assassinato - externa uma perspectiva de violência e de inaceitabilidade da realidade, característica da sociedade contemporânea. O subtítulo - porque a minha ferida é mortal - é ambíguo, mas bem traduz o contexto contemporâneo: essa mortalidade tanto se refere a quem sofre a violência, vítima, enfim; como quem a realiza, pois a ferida mortal da expressão de violência também é destruidora em relação a quem a exercita e, na verdade, não se limita a situações individuais, como se revela uma característica da contemporaneidade: por isso, ao nível do enredo, Conte inscreve como personagem narrador um delegado de polícia que tenta ligar os diferentes assassinatos entre si, já que eles são cometidos em diferentes situações e regiões da cidade. Por trás da inquisição policial, na verdade, Júlio Conte apresenta ao espectador uma indagação filosófica sobre o sentido dessa violência dos dias de hoje.
Foto: Thiago Tavares